BAIXA QUE É MELHOR…

Alguns meses atrás comentei, quando a passagem de ônibus passou a barreira dos 4 reais: “Por que em vez de aumentar, a passagem não baixa de preço ?” Pouco mais de 100 dias depois ouço que a queda no número de passageiros este ano é de 14% ou de 8%, dependendo da fonte. Vamos ficar com uma média de 10% , então. Sabem o que esta queda representou ? Praticamente anulou o aumento. E a conta é simples. Pra quem tem carro, é mais barato (e confortável, e rápido, e limpo)  usar o veículo. A passagem em alta, o combustível em baixa e temos a seguinte situação. Rodar dez quilômetros de carro custa R$ 3,20. De busão, R$ 4,25.

Quem compartilha o UBER ou Cabify, então, faz economia ainda maior (e tem balinha, água gelada e pode escolher a música e pagar no cartão).

Então, gênios do transporte… sentem na cadeira e façam os cálculos: Uma passagem com preço competitivo, (de R$ 2,00 a 3,00, por exemplo) faria uma multidão voltar a usar o ônibus. E o lucro, viria, com certeza. É claro que hoje não há prejuízo, mas no ritmo que as coisas estão o transporte coletivo segue a passos largos o mesmo caminho do dos discos de vinil, do filme fotográfico, das locadoras de vídeo…

Só não queiram subir ainda mais a tarifa pra manter o “equilíbrio” . Curitiba não é a única cidade que passa por este paradoxo “Quanto mais sobe a passagem, mais o passageiro desaparece”… então invertam: “Quanto mais baixa a passagem, mais o passageiro aparece”… e teremos menos carros nas ruas, mais vagas pra estacionamento, e um trânsito melhor para os próprios ônibus.

Cidades como Sidney na Austrália e Miami nos Estados Unidos tem até linhas gratuitas. Por que Curitiba não pode pensar diferente e ser a primeira a puxar o valor da tarifa pra baixo, exatamente pra equilibrar o sistema ?